sábado, 20 de outubro de 2012

A economia paralela é o futuro

A história de que vamos ser iguais à Grécia se a trampa deste orçamento não é aprovado, ou se o Passos cai, é o argumento propagador do medo colectivo, que faz com que os portugueses continuam, na expressão de uma amiga minha, ser enrabados todos os dias e ainda a pedir para enfiarem mais fundo. Dizer não a este orçamento de Estado é um dever ético, porque basicamente estão a querer extorquir-nos a comida e a dignidade. Um crime contra o Estado e contra o ser humano é o que o Passos e companhia estão a cometer, pelo qual deviam ser criminalmente acusados. Quem afirma que seremos iguais à Grécia está a agir em defesa dos interesses do governo, reduzindo a realidade a um simples branco ou preto, esquecendo-se que esta é feita de matizes. Não é e por favor parem de nos chamar estúpidos. Ou então não parem, porque infelizmente há muitos seres cuja consciência ainda age nos limites mais básicos da sobrevivência que acreditam mesmo nessa mentira e vivem apavorados com a troika, ai a troika, e assim para o ano podem-nos tirar mais sete por cento do salário. Eu é que dúvido que ainda anda em solo luso ou então vou mesmo dedicar-me à económia paralela de consciência cem por cento tranquila. Acho que quando estamos a ser violados, temos todo o direito à auto-defesa.

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