quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E o pior filme do ano é...



O ano está quase a despachar-se, mas ainda falta papar uns filmes até ao final do ano. Duvido é que algum deles possa motivar uma impressão tão nefasta como este, chamado 'Os Olhos de Júlia'. É mau, absurdamente mau. Sim, há mais filmes maus por aí, mas não atingem este patamar pelo simples facto de que não pretendem ser bons: querem apenas ser fast food para miúdas plastificadas com défice de tecido nas saias, adolescentes anestesiados e ligados à playstation, fãs dos Malucos dos Risos e dos vídeos de peidos no youtube, tipas com botox no cérebro e afins. Este bate toda a concorrência, do ‘Homem de Ferro’ aos’ Amigos Coloridos’, porque não é honesto. É um filme com pretensões. Um membro da pequena burguesia a tencionar elevar-se à nobreza. Um candidato, com a discrição de um Alberto João Jardim, à estatueta dourada do Óscar de melhor filme estrangeiro - curiosa  coincidência entre o nome desta bosta espanhola e o vencedor de 2010, um brilhante e sensível 'O Segredo dos Teus Olhos'.
‘Os Olhos de Júlia’ vem com a assinatura na produção de Guilherme del Touro - ou seja, tenta apanhar o comboio do zunzum que rodeiam o realizador mexicana desde o ‘O Labirinto do Fausto’ - e vai de estampar esse nome em grandes letras no cartaz, porque o realizador, esse, é um zé-ninguém. Nas sendo um zé-ninguém que quer ser revelado ao mundo. O filme quer ser o próximo REC ou Primer, a nova coqueluche do cinema indie no universo do cinema de horror. Mas o que esse papalvo se esquece é que para fazer um filme, um bom filme indie, não basta uma língua que não o inglês e um nome de peso no cartaz como produtor ou uma protagonista que a única coisa que faz é andar tipo barata tonta, de mamas quase de fora, a gritar a torto e a direito, por situações nas quais já é completamente inconsistente ter-se colocado logo para começar. Ter um bom filme, indie ou não, precisa mais do que maus diálogos, cenas de pseudo terror previsíveis e planos mil vezes repetidos, mas que de tão repetidos só nos provocam uma leve náusea.’ Os Olhos de Júlia’ é um filme que arrepia, mas não é por meter medo, como um filme de terror/horror deveria. Arrepia só de lembrar nos diálogos românticos entre a protagonista e o marido que mete frases como ‘nos teus olhos vejo o universo’. Se vale a pena ver? Se for gajo, sem dúvida: as mamas da protagonista não são nada de deitar fora, mas mamas por mamas recomendo mais as da Olivia Wilde naquele filme horroroso – mas honesto – chamado Cowboys&Aliens.

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