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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mas que raio é uma hora pequena?

Esta história de estar prenha é uma porta aberta para conversas estranhas, expressões idiossincráticas, um universo novo de perspectivas, algumas delas assustadoras - sorte que não se consegue assistir ao próprio parto do ponto de vista do médico ou seria trauma para a vida. Uma das coisas a que tive de me habituar é a que me desejassem uma 'hora pequena'. Da primeira vez que tal ouvi, agradeci, que sou bem educada, foda-se, mas que raio é uma hora pequena, como é que uma hora pode ser pequena se tem sessenta minutos certinhos, e corri para o Google em busca de um decifrador de termos desta natureza. Percebi o que era uma hora pequenina. É estilo: que o bebé saia o mais depressa possível, de jacto se possível, para não berrares com dores durante 10 horas. Ou então, como o tempo é psicológico, apanha uma grande moca que até parece que o tempo voa. Resultado: lembrei-me da senhora irlandesa do Sketch dos Monty Phyton, que lhe cai o filho quando está a passar a ferro. Será algo do género?


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dizem que esta coisa de estar grávida é do melhor que há. Pessoalmente, acho isto tudo muito saturnino. É uma avalanche de não podes e não deves e não faças e vê lá e, ao contrário do que tenho por hábito fazer, que é aquilo que me apetece e pronto, desta vez tenho mesmo de ser espartana. Não há volta a dar. Não beber. Não fumar, Não exagerar nos cafés. Não ir saltar para o ginásio. Não levantar pesos. Não comer alface, nem tomate, nem fiambre, nem mais um rol de coisas. Não me enervar com a colega atrasada mental porque faz mal ao bebé, Ainda não me disseram não foder, mas não sei se tarda muito. Estar grávida é como estar no exército, quer dizer, essa é a melhor imagem que me aparece à mente no meio deste livro de estilos restritivo, mas pronto, num exército simpático, com uniformes fofinhos e direito a bolinhos e a dormir a sesta e a repetir a sobremesa. Mas com regras, sempre com regras. Direita, volver. E prontos.